Tecnologias de Manufatura Aditiva (Impressão 3D) que você deve conhecer (4ª parte – SLS)

25 de setembro de 2017
Marcos Raymundo Loest, Economista e Mestre em Economia e Politicas Florestais pela UFPR, experiência em gestão de projetos de Tecnologia da Informação. Atualmente é sócio da 3DI9BR, especialista em tecnologias de manufatura aditiva (Impressão 3D) e projetos de internet das coisas (iot) para a indústria. É professor de Economia e Inovação no ISAE.

Selective Laser Sintering (SLS)

O SLS (Selective Laser Sintering) é uma técnica que usa o laser como fonte de energia para formar objetos 3D sólidos. Esta técnica foi desenvolvida por Carl Deckard, um estudante da Texas University, e seu professor Joe Beaman nos anos 80. A companhia criada por eles (DTM Corp) foi posteriormente vendida à 3D Systems em 2001.

O laser funde seletivamente material sobre a superfície de uma camada de pó, construindo secções transversais geradas a partir de um desenho CAD 3D. Depois de cada secção transversal ser desenhada através da irradiação do laser no leito de pó, uma nova camada de material é aplicada em cima, com o processo repetido até que a peça esteja concluída.

Diferentemente de outras tecnologias de manufatura aditiva, como o SLA e o FDM, a SLS não necessita de nenhum tipo de suporte porque o objeto construído está constantemente cercado pelas partículas não sintetizadas.



O material usado pela tecnologia SLS pode ser de qualquer origem, desde nylon, cerâmica ou vidro até alguns metais como alumínio, aço, prata ou titânio. Devido à alta variedade de materiais que podem ser usados por este tipo de impressora 3D, esta é uma tecnologia muito popular para a criação de produtos finais customizados.

O SLS é muito mais difundido entre grandes fabricantes do que amadores da impressão 3D porque esta tecnologia requer o uso de laser de alta potência, os quais tornam estas impressoras muito caras, porem existem várias startups tentando desenvolver impressoras SLS de baixo custo.

 

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