Dinheiro de Previdência o Casal Não Mistura

19 de junho de 2017

Metade dos divórcios no Brasil tem como causa problemas financeiros entre o casal. O mundo mudou, o mercado de trabalho mudou e os papeis do casal também.

Até meados do século passado, eram claros: a mulher da porta da casa para dentro, como cuidadora, o homem da porta da casa para fora, como provedor. Com o feminismo e a ida das mulheres para o mercado de trabalho, os papéis e misturaram. Mas o casal não fala sobre isso. Só discute sobre isso.

Muitos me perguntam a fórmula ideal das finanças dos casais. Resposta: não há.

Mas há a estratégia ideal: diálogo; sempre. E planejamento financeiro familiar. Contrate um consultor. É melhor gastar pouco com ele agora que muito com advogados depois. Uma equação que dá certo é: despesas do lar devem ser compartilhadas proporcionalmente ao ganho de cada um.

Investimentos de curto prazo- como uma reserva para emergência, problema de saúde ou desemprego temporário também, assim como investimentos de médio prazo, como para trocar o carro do casal ou uma viagem ao exterior. Para tudo isso, o casal deve depositar 80% da renda líquida numa conta conjunta. Dos 20% restantes, 10% cada um gastar como quiser. E os outros 10% é para o longo prazo, para a aposentadoria. Este é um projeto individual, o dinheiro não pode ser misturado, pois casamentos podem ser desfeitos e, quanto mais próximo da aposentadoria, pior para recuperar o tempo perdido.

Por Renato Follador – Consultor em Previdência e Finanças
Renato Follador Consultoria em Previdência LTDA.

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